Hackatona do ônibus

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A primeira Hackatona do Ônibus ocorreu nos dias 25 a 27 de outubro de 2013, na SPTrans. Conheça os projetos!

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O que é

Hacktona é a versão nacional de “Hackathon” – terminologia da língua inglesa significa “maratona hacker”, isto é, um período de esforço concentrado em que programadores, pesquisadores e outros interessados se dedicam ao desenvolvimento de softwares, aplicativos e outros tipos de soluções.

A maratona será organizada pela SPTrans em parceria com a CGM e FGV. Conta com apoio ainda de outras secretarias do governo municipal como a SMRIF e a SECOM.

O intuito principal é melhorar a mobilidade urbana em São Paulo, mas também divulgar os esforços de abertura de dados da atual gestão e estimular o desenvolvimento de aplicações que melhorem a prestação de serviços públicos.

Como vai funcionar
Aqui os principais aspectos da primeira Hackatona do Ônibus:

  • Será no fim de semana dos dias 26 e 27 de outubro de 2013, e conta com uma abertura com palestras na noite da sexta-feira dia 25 de outubro.
  • Haverá uma premiação em dinheiro para os três projetos mais bem avaliados. Os prêmios são de oito, quatro e três mil reais.
  • Para participar, é necessário inscrever um projeto. Faremos uma seleção de 10 projetos elaborados por equipes de até cinco pessoas cada.
  • Uma lista de desafios foi proposta pela SPTrans, a partir das demandas e necessidades identificadas junto aos usuários do transporte público.
  • Uma comissão julgadora vai avaliar os projetos no local, na tarde do domingo dia 27.
  • Os critérios de julgamento são interesse público; monitoramento participativo, criatividade e qualidade técnica.
  • Os vencedores serão anunciados no próprio domingo;
  • A Hackatona será realizada no prédio da SPTrans, no centro de São Paulo.
Os Dados

Os dados serão de 2013, compreendendo pelo menos três meses do ano. A ideia é disponibilizar dados de diferentes períodos, para possibilitar comparações e fomentar a criatividade dos participantes.

Os dados serão disponibilizados em formato bruto, aberto e desagregado em mídias eletrônicas durante o evento.

Quais serão os dados disponibilizados?

  • 1. Dados do GTFS Estático, com informações sobre pontos de ônibus, itinerários e linhas;
  • 2. Dados de bilhetagem e viagens, por dia;
  • 3. Dados do AVL (Automatic Vehicle Location) dos ônibus , por dia;
  • 4. Banco de dados de serviços e frotas;
  • 5. Outros dados podem ser acrescentados à lista a depender da avaliação sobre os dados existentes.
Amostra dos dados
Como acessar a amostra dos dados:
Para auxiliar a elaboração dos projetos, aqui apresentamos uma amostra dos dados da SPTrans que serão ofertados na Hackatona do Ônibus.
A amostra está disponível aquiO tamanho do arquivo é 22Mb.

As tabelas do banco de dados foram limitadas em 1000 linhas e o período de bilhetagem e os eventos do AVL aqui disponibilizados são do dia 14/08/2013 das 11:00:00 até 11:59:59. Para os dados da bilhetagem foi gerado um hash do número do bilhete, pois, por lei, não podemos identificar o usuário.

Para maiores detalhes veja o arquivo LEIAME.TXT disponibilizado com os dados.

Mãos à obra!

Desafios

Como o foco principal da Hackatona é melhorar o sistema de transporte coletivo da cidade de São Paulo, listamos abaixo uma série de “desafios” – algumas ideias dos problemas que podem ser resolvidos pelos programadores durante o evento. Os participantes poderão escolher qualquer segmento de dados a usar e podem enfrentar um ou mais desafios (ou até mesmo propor um novo desafio).

1. Usuário atuando como Fiscal/Informante:

  • a. No GTFS estático, a informação de localização dos pontos de ônibus ainda apresenta diversas imprecisões. Além do mais, a base não indica características específicas do ponto (se tem ou não abrigo, o tipo do abrigo, etc.) Como melhorar essa informação de maneira interativa?
  • b. Um dos grandes elementos de desconforto de passageiros refere-se à superlotação dos veículos. Esse resultado pode representar uma falha no planejamento, pode ser decorrência da baixa velocidade ou, finalmente, pode ser decorrente do não cumprimento da Ordem de Serviço (OSO). Para saber qual a origem do problema é necessário comparar a OSO com os veículos efetivamente em circulação, porém controlando para a velocidade específica no momento. Como gerar um aplicativo que permita que os cidadãos ajudem na fiscalização das partidas dos ônibus dos terminais?
  • c. As partidas dos veículos e todas as consequências de seu não cumprimento representam o principal fator de reclamação dos usuários. No entanto há diversos outros fatores que afetam a qualidade do serviço de transporte coletivo como a falta de urbanidade do motorista, a limpeza do veículo, etc. Essas falhas estão sujeitas a multas, mas não é possível controlar todo o sistema sem falar no custo de fiscalização para o setor público que acaba impactando todo o sistema. Como os cidadãos poderiam participar do monitoramento das falhas do sistema de ônibus de maneira interativa?

2. Mineração e Análise de Dados:

  • a. Uma das questões mais relevantes em um sistema de transportes é o que se denomina “velocidade comercial” dos veículos. Trata-se da velocidade observada ao longo do percurso. Essa é uma informação fundamental para o planejamento e gestão. Atualmente temos informação de velocidade apenas para alguns corredores e entre “pontos notáveis”. Como calcular a velocidade de um ônibus de um ponto ao seguinte e o tempo de parada em cada ponto?
  • b. Uma das medidas de curto-prazo adotada pela prefeitura foi a implantação de faixas exclusivas para o transporte público. Essa medida procura aumentar a velocidade comercial dos ônibus. Qual foi o impacto das faixas exclusivas de ônibus sobre a velocidade comercial dos ônibus circulando nessas faixas? Esse impacto se mantém ao longo do tempo?
  • c. Se as faixas exclusivas implantadas já podem ser avaliadas agora, o mesmo não é verdade para os BRTs. No entanto, a partir do traçado estimado para os futuros BRTs é possível estimar a velocidade atual para se obter uma estimativa dos ganhos futuros. Qual a velocidade atual nos trechos onde se prevê a implantação de BRTs?
  • d. Os dados do transporte disponibilizados para o mês de junho não podem ser usados nas estimativas acima pois o mês foi atípico em particular por conta das manifestações. No entanto, esses dados, permitem que se avalie o efeito de um evento inesperado sobre o transporte público. Qual o impacto de uma manifestação em um local determinado sobre a velocidade e a oferta de transporte público?
  • e. Um elemento fundamental para o planejamento do transporte, evidentemente, é a demanda. Utilizando os dados da bilhetagem é mais ou menos trivial saber a demanda total para uma determinada linha por hora. No entanto, estimar essa demanda com mais precisão, ou seja, para trechos da linha é uma tarefa bem mais complexa. Isso porque temos uma aproximação do local de entrada do usuário cruzando o dado da bilhetagem com o dado do GPS dos ônibus, mas não temos nenhuma informação direta sobre o local de saída do mesmo. Uma aproximação indireta seria utilizar o local de entrada do usuário na sua viagem de retorno como o seu ponto de saída. Qual o total de passageiros por veículo por hora em cada uma das linhas da cidade? Em quais áreas/linhas encontramos super-lotação?

3. Serviço e Inovação:

  • a. São Paulo tem um plano de sinalização física para os usuários se localizarem no que se refere ao transporte público. Essa sinalização está apenas em português e não é completa. Estamos implementando totens inteligentes nos 29 terminais que conterão inicialmente informações bilíngües sobre origem e destino. Como gerar um aplicativo em várias línguas também com possibilidade de instalação nos totens que permita que turistas e visitantes se localizem na cidade?
  • b. Para melhorar o planejamento do sistema de transportes é necessário além das informações operacionais a respeito das linhas informações do viário no qual essas linhas circulam. Essa informação deveria conter a largura da via, possível interrupções como, por exemplo, lombadas e valetas, os semáforos e assim por diante. Com exceção dos semáforos que foram mapeados pela CET (e disponibilizados para esse evento) os mapas atualmente disponíveis não trazem esse tipo de informação tão detalhada. Como seria possível realizar um mapa interativo que trouxesse as informações relevantes para o planejamento do transporte público?